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    Segurança da informação

    Firewall corporativo: quando investir e o que avaliar antes de contratar

    Entenda quando investir em um firewall corporativo e o que avaliar em desempenho, acesso remoto, licenciamento e suporte antes de contratar.

    Por Thiago Henrique ·

    Ilustração isométrica de um firewall bloqueando ameaças e permitindo conexões autorizadas para uma rede corporativa.

    A empresa cresce, novos equipamentos entram na rede e funcionários passam a acessar sistemas de fora do escritório. Fornecedores precisam de acesso remoto, enquanto serviços em nuvem se tornam parte da operação.

    Nesse cenário, surge uma dúvida: a estrutura atual oferece o controle necessário ou chegou o momento de investir em um firewall corporativo?

    Antes de escolher uma marca ou comparar preços, é preciso entender quais conexões a empresa utiliza, quem precisa acessar cada recurso e quais interrupções podem comprometer o trabalho. Essas informações orientam tanto a escolha da solução quanto sua configuração e manutenção.

    O que é um firewall corporativo?

    O firewall controla as comunicações entre redes ou equipamentos conforme regras de segurança. Essas regras determinam quais conexões podem acontecer e quais devem ser bloqueadas.

    Ele pode funcionar em um equipamento físico, em uma máquina virtual ou como parte da infraestrutura em nuvem. Sua atuação depende da posição no ambiente e das políticas configuradas.

    O NIST aborda a adoção de firewalls como um processo que envolve definição de políticas, seleção, configuração, testes e administração. Por isso, a contratação deve considerar também quem manterá a solução funcionando e acompanhará as mudanças na rede. Referência: diretrizes do NIST sobre firewalls.

    Quando vale investir em um firewall corporativo?

    A necessidade não depende apenas da quantidade de funcionários. Um escritório pequeno pode utilizar sistemas críticos e acessos remotos, enquanto outro ambiente pode ter uma estrutura mais simples.

    Algumas situações justificam uma avaliação:

    • Funcionários ou fornecedores precisam acessar recursos internos remotamente.

    • A empresa possui filiais ou ambientes que precisam se comunicar.

    • Visitantes utilizam a mesma rede dos equipamentos de trabalho.

    • Existem servidores ou serviços internos acessíveis pela internet.

    • Ninguém consegue explicar quais acessos estão liberados e por quê.

    • O equipamento atual deixou de receber atualizações ou suporte.

    • A empresa precisa planejar melhor a continuidade da conexão e o atendimento a falhas.

    Esses sinais ajudam a direcionar o diagnóstico. A avaliação pode indicar ajustes na estrutura existente, reorganização dos acessos ou implantação de uma nova solução.

    O que avaliar antes de contratar?

    1. Necessidades reais da operação

    Comece reunindo informações sobre o ambiente:

    • Quantidade de usuários e dispositivos.

    • Velocidade e quantidade de links de internet.

    • Sistemas utilizados no escritório e na nuvem.

    • Necessidade de acesso remoto.

    • Existência de filiais, servidores e rede de visitantes.

    • Previsão de crescimento da empresa.

    Peça uma proposta que relacione a solução a essas necessidades. Isso facilita entender por que determinado equipamento, recurso ou serviço está sendo oferecido.

    2. Dimensionamento e critérios de desempenho

    Na comparação entre propostas, peça ao fornecedor que explique como dimensionou a solução.

    Quais recursos de segurança serão utilizados? Qual volume de tráfego foi considerado? Quantos usuários precisarão de acesso remoto simultaneamente? Existe margem para crescimento?

    Também vale solicitar a documentação do fabricante que sustenta a escolha, com as condições dos testes de desempenho. Um número destacado em uma apresentação comercial, sem esse contexto, não basta para comparar alternativas.

    O objetivo é contratar uma solução compatível com o uso esperado e com os recursos que efetivamente estarão habilitados.

    3. Organização dos acessos e separação das redes

    Uma questão prática é definir quem precisa se comunicar com quem.

    Visitantes normalmente precisam de internet, mas não de acesso ao servidor de arquivos. Um fornecedor pode precisar acessar uma aplicação específica sem receber permissão para toda a rede.

    A separação dos ambientes deve vir acompanhada de regras que limitem as comunicações entre eles. A CISA recomenda segmentação e restrição de acessos como medidas de proteção da infraestrutura. Referência: orientações da CISA para segurança de redes.

    Na proposta, peça que o fornecedor explique como serão tratados os acessos da equipe, dos visitantes, dos servidores e dos prestadores de serviço.

    Diagrama de um firewall conectado à internet e a redes separadas de equipe, servidores e visitantes, com permissões específicas.
    Exemplo simplificado de segmentação: o firewall controla as comunicações entre redes conforme as regras definidas para o ambiente.

    4. Segurança do acesso remoto

    Se a contratação incluir VPN ou outra forma de acesso remoto, a proposta deve esclarecer:

    • Quem poderá acessar o ambiente.

    • Quais sistemas estarão disponíveis para cada perfil.

    • Como será feita a autenticação e se haverá múltiplos fatores.

    • Como serão encerrados os acessos que deixarem de ser necessários.

    • Quem acompanhará atualizações e eventos relacionados ao serviço.

    Essas definições devem fazer parte do escopo. Evite deixar a gestão dos acessos dependente de combinações informais ou de informações conhecidas por uma única pessoa.

    5. Licenciamento e custos recorrentes

    Solicite a separação dos custos de equipamento, licenças, implantação, suporte e administração.

    Pergunte quais funcionalidades estão incluídas, quais dependem de assinatura e o que acontece quando cada licença expira. Peça também os períodos de cobertura e as condições de renovação.

    Essa organização permite comparar o investimento inicial e as despesas previstas durante o uso, sem confundir a compra do equipamento com a contratação de todo o serviço necessário.

    6. Monitoramento e responsabilidade pelo atendimento

    Depois da implantação, quem verificará os alertas? Quem poderá alterar as regras? Como a empresa solicitará um novo acesso ou reportará uma falha?

    O contrato deve esclarecer os canais de contato, os horários de atendimento e as responsabilidades de cada parte. Se houver monitoramento, confirme o que será acompanhado e como os eventos serão tratados.

    A CISA orienta configurar registros de eventos em sistemas empresariais, incluindo firewalls, e acompanhar esses registros para identificar atividades suspeitas. Referência: uso e acompanhamento de logs.

    Na contratação, transforme essa orientação em perguntas concretas: quem fará a análise, com qual frequência e como a empresa será avisada quando uma ação for necessária?

    7. Implantação, testes e documentação

    Peça uma descrição das etapas da implantação e dos critérios de aceite do serviço.

    Vale combinar antecipadamente:

    • Janela de execução e possíveis interrupções.

    • Sistemas e conexões que precisam ser testados.

    • Procedimento de retorno à configuração anterior, se necessário.

    • Entrega da documentação e das cópias de configuração.

    • Gestão das credenciais administrativas.

    • Processo para solicitar alterações futuras.

    Antes de concluir a entrega, confira se os acessos previstos funcionam e se as restrições combinadas foram aplicadas. Registre também eventuais pendências e quem ficará responsável por resolvê-las.

    Como comparar as propostas recebidas?

    Organize a comparação por escopo, não apenas pelo preço final.

    Uma proposta pode incluir somente o equipamento. Outra pode contemplar licenciamento, implantação, documentação e suporte. Sem separar esses itens, ofertas diferentes podem parecer equivalentes.

    Use estas perguntas como roteiro:

    • O fornecedor explicou por que escolheu essa solução?

    • Os recursos necessários estão incluídos no orçamento?

    • As renovações estão identificadas?

    • A implantação inclui testes e documentação?

    • Há um responsável definido pela administração?

    • Os horários e canais de suporte estão claros?

    • A empresa terá acesso às informações necessárias para manter o ambiente?

    Se alguma resposta estiver indefinida, peça esclarecimentos antes de contratar.

    Comece pela avaliação da rede

    A contratação de um firewall corporativo deve partir de três definições: quais recursos precisam de proteção, quem precisa acessá-los e quem ficará responsável pela administração da solução.

    Com essas informações, a empresa consegue avaliar propostas com mais clareza e relacionar o investimento às necessidades da operação.

    O firewall também deve ser considerado dentro de um planejamento mais amplo. No artigo sobre como proteger sua empresa contra ransomware, abordamos outras medidas que merecem atenção, como backups e controle de acessos.

    A Install Technology realiza análise das conexões e dos acessos, configuração de regras de firewall e VPN, testes e documentação conforme o escopo de cada projeto.

    Sua empresa precisa implantar um firewall ou revisar a configuração atual? Conheça nosso serviço de firewall corporativo e converse com a Install Technology.

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